Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Realidade

Engraçado como as vezes precisamos de algo como alguém nos chacoalhando pelos ombros para entender o que realmente está acontecendo. As vezes não precisamos nem de algo tão físico, apenas palavras podem bastar para que a nuvem que nos cerca se dissipe. Semana passada alguém que eu gosto muito falou algumas coisas para mim que até então eu não tinha parado para pensar, foi quando eu parei e pensei "Não, espere ai, o que eu estou fazendo?" que me dei conta de como aquilo era verdade e eu simplesmente não dava atenção pois era muito mais fácil ignorar do que fazer algo a respeito.
Apesar de algumas pessoas (assim como eu) precisar de uma chacoalhada como essa, é necessário que esse "baque" venha no momento certo. Acredito que foi o meu momento certo, fiquei tão em choque da realidade que não conseguia falar, pensar no que eu precisava fazer para ir pra casa (estava no automático), nem ao menos chorar eu conseguia. A coisa foi melhorando de acordo com o tempo que eu ia digerindo as informações.
Acredito que o que eu ouvi pode me fazer uma pessoa melhor, talvez se eu tivesse escutado isso um tempo atrás, tivesse ignorado mas, no momento em que ouvi, na situação em que eu me encontrava, me dei conta de que realmente precisava ouvir e mais do que isso, agir.
Receber o choque não é a melhor coisa do mundo, a verdade é que dói mas, é o tipo de dor que é preciso encarar de frente e superar, ignorar não vai fazer sumir.
Enfim, alguma pessoas, nem todas, precisam de algo que choque para mudar o ritmo da própria vida, isso tem efeito maior quando vem na hora certa.

domingo, 22 de dezembro de 2013

65 impressões do Brasil visto por um francês

Oii gente! Vi um texto do francês Olivier Teboul, 29 anos, que mora em BH há cerca de um ano e meio trabalho no escritório do Google. O texto é bem- humorado e não expõe os lados ruins do Brasil e sim uma visão de alguém com uma cultura muito diferente da nossa. Vale muito a pena ler, a realidade de nós brasileiros vista por olhos que tentam compreender nossas manias.

Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada serio.
  1. Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas ja bastam para constituir uma fila.
  2. Aqui no Brasil, o ano começa “depois do Carnaval”.
  3. Aqui no Brasil, não se pode tocar a comida com as mãos. No MacDonalds, hamburger se come dentro de um guardanapo. Toda mesa de bar, restaurante ou lanchonete tem um distribuidor de guardanapos e de palitos. Mas esses guardanapos são quase de plastico, nada de suave ou agradável. O objetivo não é de limpar suas mãos ou sua boca mas é de pegar a comida com as mãos sem deixar papel nem na comida nem nas mãos.
  4. Aqui no Brasil todo é gay (ou ‘viado’). Beber chá: e gay. Pedir um coca zero: é gay. Jogar vólei: é gay. Beber vinho: é gay. Não gostar de futebol: é gay. Ser francês: é gay, ser gaúcho: gay, ser mineiro: gay. Prestar atenção em como se vestir: é gay. Não falar que algo e gay : também é gay.
  5. Aqui no Brasil, os homens não sabem fazer nada das tarefas do dia a dia: não sabem faxinar, nem usar uma maquina de lavar. Não sabem cozinhar, nem a nível de sobrevivência: fazer arroz ou massa. Não podem consertar um botão de camisa. Também não sabem coisas que estão consideradas fora como extremamente masculinas como trocar uma roda de carro. Fui realmente criado em outro mundo...
  6. Aqui no Brasil, sinais exteriores de riqueza são muito comuns: carros importados, restaurantes caríssimos em bairros chiques, clubes seletivos cujos cotas atingem valores estratosféricas.
  7. Aqui no Brasil, os casais sentam um do lado do outro nos bares e restaurantes como se eles estivessem dentro de um carro.
  8. Aqui no Brasil, os homens se vestem mal em geral ou seja não ligam. Sapatos para correr se usam no dia a dia, sair de short, chinelos e camisetas qualquer e comum. Comum também é sair de roupas de esportes mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.
  9. Aqui no Brasil, o cliente não pede cerveja pro garção, o garção traz a cerveja de qualquer jeito.
  10. Aqui no Brasil, todo mundo torce para um time, de perto ou de longe.
  11. Aqui no Brasil, sempre tem um padre falando na televisão ou na radio.
  12. Aqui no Brasil, a vida vai devagar. E normal estar preso no transito o dia todo. Mas não durma no semáforo não. Ai tem que ser rápido e sair ate antes do semáforo passar no verde. Não depende se tiver muitas pessoas atrás, nem se estiverem atrasados. Também é normal ficar 10 minutos na fila do supermercado embora que tenha só uma pessoa na sua frente. Ai demora para passar os artigos, e muitas vezes a pessoa da caixa tem que digitar os códigos de barra na mão ou pedir ajuda para outro funcionário para achar o preço de um artigo. Mas, na hora de retirar o cartão de credito, ai tem que ser rápido. Não é brincadeira, se não retirar o cartão na hora, a mesma moça da caixa que tomou 10 minutos para 10 artigos vai falar agressivamente para você agilizar: “pode retirar o cartão!”. 
  13. Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.
  14. Aqui no Brasil, a música faz parte da vida. Qualquer lugar tem musica ao vivo. Muitos brasileiros sabem tocar violão embora que não consideram que toquem se perguntar pra eles. Tem músicos talentosos, mas não tantos tocam as musicas deles. Bares estão cheios de bandas de cover.
  15. Aqui no Brasil, a política não funciona só na dimensão esquerda - direita. Brasil é um pais de esquerda em vários aspectos e de direita em outros. Por exemplo, se pode perder seu emprego de um dia pra outro quase sem aviso. Tem uma diferencia enorme entre os pobres e os ricos. Ganhar vinte vezes o salario minimo é bastante comum, e ganhar o salario minimo ainda mais. As crianças de classe media ou alta estudam quase todos em escolas particulares, as igrejas tem um impacto muito importante sobre decisões politicas. E de outro lado, existe um sistema de saúde publico, o estado tem muitas empresas, tem muitos funcionários públicos, tem bastante ajuda para erradicar a pobreza em regiões menos desenvolvidas do país. O mesmo governo é uma mistura de política conservadora, liberal e socialista.
  16. Aqui no Brasil, e comum de conhecer alguem, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, ta?”, e nem trocar telefone.
  17. Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na pratica “não vou não”.
  18. Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condicões estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil. 
  19. Aqui no Brasil, novela é mais importante do que cinema. Mas o cinema nacional é bom.
  20. Aqui no Brasil, não falta espaço. Falam que o pais tem dimensões continentais. E é verdade, daria para caber a humanidade inteira no Brasil. Mas então se tiver tanto espaço, por que é que as garagens dos prédios são tão estreitos? Porque existe até o conceito de vaga presa?
  21. Aqui no Brasil, comida salgada é muito salgada e comida dolce é muito doce. Ate comida é muita comida.
  22. Aqui no Brasil, se produz o melhor café do mundo e em grandes quantidades. Uma pena que em geral se prepare muito mal e cheio de açúcar.
  23. Aqui no Brasil, praias bonitas não faltam. Porem, a maioria dos brasileiros viajam todos para as mesmas praias, Búzios, Porto de Galinhas, Jericoacoara, etc.
  24. Aqui no Brasil, futebol é quase religião e cada time uma capela.
  25. Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num pais onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!
  26. Aqui no Brasil, esporte é ou academia ou futebol. Uma pena que só o futebol seja olímpico.
  27. Aqui no Brasil, existe três padrões de tomadas. Vai entender porque...
  28. Aqui no Brasil, não se assuste se estiver convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja. Também não se assuste se parece mais com a coroação de um imperador romano do que como o aniversário de dois anos. E ‘normal’.
  29. Aqui no Brasil, nõ tem o conceito de refeição com entrada, prato principal, queijo, e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com tudo: verdura, carne, queijo, arroz e feijão. Dai sempre acaba comer uma mistura de todo.
  30. Aqui no Brasil, o Deus esta muito presente... pelo menos na linguagem: ‘vai com o Deus’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus me livre’, ‘ai meu Deus’, ‘graças a Deus’, ‘pelo amor de Deus’. Ainda bem que ele é Brasileiro.
  31. Aqui no Brasil, cada vez que ouço a palavra ‘Blitz’, tenho a impressão que a Alemanha vai invadir de novo. Reminiscência da consciência coletiva francesa...
  32. Aqui no Brasil, pais com muita ascendência italiana, tem uma lei que se chama ‘lei do silencio’. Que mau gosto! Parece que esqueceram que la na Itália, a lei do silencio (também chamada de “omerta”) se refere a uma pratica da mafia que se vinga das pessoas que denunciam suas atividades criminais.
  33. Aqui no Brasil, se acha tudo tipo de nomes, e muitos nomes americanos abrasileirados: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, etc.
  34. Aqui no Brasil, quando comprar tem que negociar.
  35. Aqui no Brasil, os homens se abraçam muito. Mas não é só um abraço: se abraça, se toca os ombros, a barriga ou as costas. Mas nunca se beija. Isso também é gay.
  36. Aqui no Brasil, o polegar erguido é sinal pra tudo : “Ta bom?”, “obrigado”, “desculpa”.
  37. Aqui no Brasil, quando um filme passa na televisão, não passa uma vez só. Se perder pode ficar tranquilo que vai passar mais umas dez outras vezes nos próximos dias. Assim já vi "Hitch" umas quatro vezes sem querer assistir nenhuma.
  38. Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e ai?”. E ai o que? Parece uma frase abortada. Uma resposta correta e comum a “obrigado” e “imagina”. Imagina o que? Talvez eu quem falte de imaginação.
  39. Aqui no Brasil, todo mundo gosta de pipoca e de cachorro quente. Não entendo.
  40. Aqui no Brasil, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouvi muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos.
  41. Aqui no Brasil, as lojas, o negócios e os lugares sempre acham um jeito de se vender como o melhor. Já comi em em vários ‘melhor bufe da cidade’ na mesma cidade. Outro superativo de cara de pau é ‘o maior da América latina’. Não costa nada e ninguém vai ir conferir.
  42. Aqui no Brasil, tem uma relação ambígua e assimétrica com a América latina. A cultura do resto da América latina não entra no Brasil, mas a cultura brasileira se exporta la. Poucos são os brasileiros que conhecem artistas argentinos ou colombianos, poucos são os brasileiros que vão de ferias na América latina (a não ser Buenos Aires ou o Machu Pichu), mas eles em geral visitaram mais países europeus do que eu. O Brasil as vezes parece uma ilha gigante na América latina, embora que tenha uma fronteira com quase todos os outros países do continente.
  43. Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, (ex-mulher...). Amor com rótulos.
  44. Aqui no Brasil, a comida é: arroz, feijão e mais alguma coisa.
  45. Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. E natural acolher alguem novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado brasileiros.
  46. Aqui no Brasil, o brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. To esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.
  47. Aqui no Brasil, de vez em quando no vocabulário aparece uma palavra francesa. Por exemplo ‘petit gâteau’. Mas para ser entendido, tem que falar essas palavras com o sotaque local. Faz sentido mas não deixa de ser esquisito.
  48. Aqui no Brasil, tem um organismo chamado o DETRAN. Nem quero falar disso não, não saberia por onde começar...
  49. Aqui no Brasil, dentro dos carros, sempre tem uma sacola de tecido no alavanca de mudança pra colocar o lixo.
  50. Aqui no Brasil, os brasileiros se escovam os dentes no escritório depois do almoço.
  51. Aqui no Brasil, se limpa o chão com esse tipo de álcool que parece uma geleia.
  52. Aqui no Brasil, a versão digital de 'fazer fila' e 'digitar codigos'. No banco, pra tirar dinheiro tem dois códigos. No supermercado, o leitor de código de barra estando funcionando mal tem que digitar os códigos dos produtos. Mas os melhores são os boletos pra pagar na internet: uns 50 dígitos. Sempre tem que errar um pelo menos. Demora.
  53. Aqui no Brasil, o sistema sempre ta “fora do ar”. Qualquer sistema, principalmente os terminais de pagamento de cartão de credito.
  54. Aqui no Brasil, tem um lugar chamado cartório. Grande invenção para ser roubado direito e perder seu tempo durante horas para tarefas como certificar uma copia (que o funcionário nem vai olhar), o conferir que sua firma é sua firma.
  55. Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trilho do carnaval. Eles também são atletas. Tens a energia de correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda falar com as mulheres passando na rua.
  56. Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.
  57. Aqui no Brasil, no tem agua quente nas casas. Dai tem aquele sistema muito esperto que é o chuveiro que aquece a agua. Só tem um porem. Ou tem agua quente ou tem um vazão bom. Tem que escolher porque não da para ter os dois.
  58. Aqui no Brasil, as pessoas saem da casa dos pais quando casam. Assim tem bastante pessoas de 30 anos ou mais morando com os pais.
  59. Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. La na franca nem existe mandioca.
  60. Aqui no Brasil, tem o numero de telefone tem um DDD e também um numero de operadora. Uma complicação a mais que pode virar a maior confusão.
  61. Aqui no Brasil, quando encontrar com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”. Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um dialogo entre o Dalai-Lama e um discípulo dele. Por exemplo em inglês: “The beauty? - The joy”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.
  62. Aqui no Brasil, a torneira sempre pinga.
  63. Aqui no Brasil, no taxi, nunca se paga o que esta escrito. Ou se aproxima pra cima ou pra baixo.
  64. Aqui no Brasil, marcar um encontro as 20:00 significa as 21:00 ou depois. Principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas.
  65. Aqui em Belo Horizonte, e a menor cidade grande do mundo. 5 milhões de habitantes, mas todo mundo conhece todo mundo. Por isso que se fala que BH é um ovo. Eu diria que é um ovo frito. Assim fica mais mineiro.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Casamento não é para você























Estando casado apenas por um ano e meio, eu recentemente cheguei à conclusão de que casamento não é para mim. Agora, antes que você comece a imaginar coisas, continue lendo.
Eu conheci minha esposa na escola, quando tínhamos 15 anos. Nós éramos amigos havia dez anos, até que…  até que decidimos que não queríamos ser apenas amigos. Eu recomendo fortemente que melhores amigos se apaixonem. Haverá bons tempos para todos.
No entanto, me apaixonar por minha melhor amiga não me impediu de ter certos medos e ansiedades sobre me casar. Quanto mais eu e Kim nos aproximamos da decisão de nos casarmos, mais eu fui tomado por um medo paralisante. Eu estava pronto? Eu estava fazendo a escolha correta? Kim era a pessoa certa para mim? Ela me faria feliz?
Então, certa noite, eu compartilhei esses pensamentos e preocupações com meu pai.
Talvez cada um de nós tenha momentos em nossas vidas em que parece que o tempo fica mais lento, ou o ar fica parado, e tudo ao nosso redor parece encolher, marcando aquele momento que você nunca vai esquecer.
Meu pai dando suas respostas às minhas preocupações foi um grande momento para mim. Com um sábio sorriso ele disse, “Seth, você está sendo totalmente egoísta. Então eu vou simplificar as coisas: casamento não é para você. Você não se casa para ser feliz, você se casa para fazer alguém feliz. Mais que isso, seu casamento não é para você, você está casando para uma família. Não apenas para os parentes e todas essas besteiras, mas pelos seus futuros filhos. Quem você quer que te ajude a criá-los?  Quem você quer que os influencie? Casamento não é para você. Não é sobre você. Casamento é sobre a pessoa com quem você se casou.”
Foi nesse exato momento que eu soube que Kim era a pessoa certa para mim. Eu percebi que eu queria fazê-la feliz; vê-la sorrir todos os dias, vê-la gargalhar todos os dias. Eu queria ser parte da família dela, e a minha família queria que ela fosse parte da nossa. E lembrando de todas as vezes em que a vi brincando com meus sobrinhos, eu soube que ela era a pessoa com quem eu gostaria de construir nossa própria família.
O conselho de meu pai foi ao mesmo tempo chocante e revelador. Foi na contramão da “filosofia Walmart” de hoje, que é: se não te faz feliz, você pode devolver e pegar um novo.
Não, um verdadeiro casamento (e um verdadeiro amor) nunca é centrado em você. É centrado na pessoa que você ama – seus desejos, suas necessidades, suas esperanças, e seus sonhos. O egoísmo exige: “O que há aí para mim?”, enquanto o amor pergunta: “O que eu posso dar?”
Há algum tempo, minha esposa me mostrou o que é amar sem egoísmo. Por muitos meses, meu coração endureceu com uma mistura de medo e ressentimento. Então, quando a pressão chegou a um nível insuportável, as emoções explodiram. Eu era insensível. Eu era egoísta.
Mas, ao invés de se igualar ao meu egoísmo, Kim fez algo além do maravilhoso – ela mostrou um transbordamento de amor. Deixando toda a dor e angústia que eu havia causado, ela amorosamente me tomou em meus braços e acalmou minha alma.
Eu percebi que tinha esquecido o conselho do meu pai. Enquanto o lado de Kim no casamento tinha sido me amar, meulado do casamento era só sobre mim. Essa terrível descoberta me levou às lágrimas, e eu prometi à minha esposa que iria tentar ser melhor.
Para todos que estão lendo esse texto – casados, quase casados, solteiros, ou mesmo solteirão ou solteirona – eu quero que você saiba que casamento não é para você. Nenhuma relação de amor verdadeiro é para você. O amor é para a pessoa que você ama.
E, paradoxalmente, quanto mais você verdadeiramente ama essa pessoa, mais você recebe. E não apenas dessa pessoa, mas dos amigos dela e da família dela e milhares de outras pessoas que você nunca teria conhecido se seu amor permanecesse egoísta.
Na verdade, amor e casamento não são para você. São para os outros.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Manifestações



Hoje vou falar sobre um tema um pouco diferente do comum aqui no blog. Manifestações.
Pra quem acompanha as notícias, por todo o país houve uma revolta, digamos que geral, sobre o aumento da passagem.
Há quem diga que são apenas 0,20 centavos e que não iria interferir em muita coisa mas, 0,40 centavos por dia, de mais de 4,5 milhões de pessoas que usam o metrô, 6 milhões que usam o ônibus e 2,3 milhões que usam as linhas da CPTM. Isso só em São Paulo né. Logo temos 2,56 milhões de reais a mais na passagem por dia.
Vi muitas notícias em sites famosos e vi também o relato de muita gente que eu conheço que esteve no meio.
Jornais dizem que são vândalos fazendo bagunça na rua e prejudicando o transito de São Paulo, apesar de ter sim gente destruindo o patrimônio "público", é apenas uma pequena parcela.
Uma das piores injustiças que eu vi hoje nos jornais, foi dizer, resumidamente, que no exterior o povo que vai as ruas brigar por seus direitos são manifestantes e os do Brasil são vândalos.
Gente que não estava nem no meio da confusão, sofreu. Como a repórter que levou um tiro de borracha no olho estando apenas num estacionamento da Augusta.
Eu não concordo com a parte de sair quebrando tudo, pixando ônibus e botando fogo em tudo como forma de protesto. Mas apóio a manifestação, apóio a vontade de querer mudar o país, de finalmete mostrar que o povo que manda e não os políticos.
O jeito que a policia tenta controlar o público é outro ato injusto, eles não podem simplesmente sair tacando bombas de "efeito moral", gás de pimenta e tiro de borracha no meio de uma multidão. Isso pode causar a morte de muitas pessoas.
Vi também que estavam revistando a mochila de muita gente no meio da rua mesmo, isso é contra a lei, não sou especialista mas que eu saiba só pode revistar as coisas de uma pessoa com um mandato ou coisa assim.
Pessoas foram presas porque estavam com vinagre na bolsa. O vinagre com água diminui o efeito dos gases. Não vejo isso como crime, as pessoas estavam sendo presas porque estavam tentando se defender.
R$3,20 é roubo sim, a passagem está muito acima do que deveria estar se acompanhasse a inflação.
Nesse Link do site Terra, mostra um gráfico explicando isso.
Apesar de eu não poder ir as ruas fazer parte deste processo, apóio sim toda essa manifestação.
Ah, e outra coisa, toda vez que tem os tais jogos de futebol "classícos", a torcida faz zona nas ruas e eu não vejo ninguém falando de não ter mais futebol aqui.
Manifestações são por lei, um direito do cidadão.
Parabéns a todos que participaram e a quem ainda vai participar.


Aqui tem mais fotos sobre os protestos.

sábado, 13 de abril de 2013

Expectativas


Vivemos a vida inteira tendo expectativas, tanto para grandes coisas como para pequenos detalhes. Sempre achei que a expectativa fosse um sentimento ruim pois não sabemos o que vai acontecer e ficamos com o forte pensamento positivo mas, quando se conclui o esperado, nem sempre é aquilo que esperamos. E, é desses momentos que eu falo, quando acontece o que não se esperava, o próximo sentimento depois da expectativa é a decepção. Claro que as vezes acontece realmente o esperado, o que causa grande alegria mas, pelo menos pra mim, muita expectativa não traz coisas boas. Sempre procurei pensar pelo lado negativo porque se acontecer o melhor, imagino que a alegria será maior ainda. Se acontecer o pior, eu já estava esperando mesmo. Isso pode se aplicar até mesmo em coisas pequenas como ir comprar pão na padaria. Você pode ir o caminho todo pensando em quantos vai comprar e se vai estar quentinho mas se você chegar na padaria e ver que não tem pão, vai se decepcionar. Se você já tivesse ido com o pensamento de que talvez não tivesse pão, a frustração seria menor. Também se aplica a grandes coisas como o futuro. Temos a mania de pensar no futuro de forma positiva mas, isso acaba tirando nossos pés do chão. Algumas vezes a expectativa pode vir acompanhada da certeza, acho que esse é o melhor momento dela. Mas, para vir assim, quase sempre depende de nós mesmos para tornar essa certeza real.
É impossível viver sem expectativas, afinal isso acabaria com qualquer pessoa mas, o lado bom é que podemos decidir se vamos trazer a certeza junto com ela.
Podemos apenas esperar que aconteça ou podemos fazer com que aconteça do jeito certo.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Tarde de chuva



Há tempos haviam marcado de ir ao boliche. Uma pena que o domingo combinado coincidiu exatamente com uma tarde de domingo chuvosa péssima para sair, mesmo assim foram pois há tempos estavam adiando.
Os outros já estavam doidos atrás dela, ligando e mandando mensagens para confirmar que ela iria. 
Apesar de já estar pronta para sair e com uma imensa vontade de ir jogar boliche com seus amigos, ela olhava pela janela da sala a chuva incessante que caia e imaginava como faria para chegar até o ponto de ônibus para pegar o ônibus que ia para a estação.
Com sua sombrinha rosa em mãos, a bolsa bem colada ao corpo e uma coragem adquirida de ultima hora, laá foi ela em direção ao ponto de ônibus. Esperou cerca de 10 minutos até que enfim passou o tão esperado ônibus em direção a estação de trem.
Ao chegar, sentiu como se o esforço de correr na chuva, molhando sua sapatinha e a maior parte de suas pernas, tenha valido a pena pois seus amigos estavam lá a sua espera. Impacientes, mas estavam ali.
Embora a tarde tenha sido de júbilo, o que marcou o dia em sua memória foi o caminho de volta e o acontecimento mais inusitado que poderia ocorrer. 
Ao som do bom e velho Jazz de New Orleans, que um deles tinha no celular, lá estavam eles esperando o trem para voltar para casa. Com a Estação não muito cheia e com a alegria que ela estava, pediu ao amigo dono do celular que a ensinasse alguns passinhos dessa dança tão contagiante. Ele concordou.
E em questão de minutos lá estavam os 2 rodopiando ao som de jazz em um certo espaço da estação. 
Foi então, ao pararem, que perceberam um casal de idosos próximos a eles. O senhor, aparentando já seus bem vividos 70 anos, estava com um sorriso que transbordava alegria a quem visse. Virando-se para ela, comentou:
- No meu tempo de jovem, costumava dançar músicas assim. Vocês dançam muito bem, se não for abuso, gostaria de dançar com você. 
Ali parada sem reação, ela se viu diante de uma mão enrugada estendida em sua direção. Quando seus amigos falaram coisas como "vai, dança" ela se convenceu a dançar com o senhor. E por incrível que pareça, ela se sentiu como se estivesse dançando com alguém em um baile dos anos 60.
Ao acabar a música, lá estava o trem chegando na estação. O senhor agradeceu a dança e aos momentos de nostalgia que o jovem grupo proporcionou a ele. 
E, por fim lá foram eles, embarcando no trem de bolta para casa imaginando o quão aquele dia fora inusitado e ficaria gravado na memória.